segunda-feira, 16 de maio de 2011

Street League - A evolução do skate competitivo


Neste último domingo (8), vinte e quatro skatistas de street mostraram ao mundo uma nova maneira de competir em um campeonato de skate street.
A Street League of Skateboarding desembarcou em Seattle para a primeira de quatro etapas do circuito. A edição de 2011, o segundo do ano da liga, teve mudanças no formato com o objetivo de aumentar a pressão no nível técnico dos skatistas.
Em Seattle não bastava ser regular para conquistar um bom lugar na competição, quem optou por manobras simples foi penalizado, somente quem investiu pesado pode lucrar a premiação de 150 mil dólares do circuito.
As manobras feitas de primeira, ou no máximo de segunda tentativa, são do mesmo nível de muitos vídeos de skate. Não é todo dia que se vê skatistas fazendo manobras como Nollie Noseblunt de Back (Nijah) ou Caballerial Flip (Sheckler) em uma escada de nove degraus.
O Backside Ollie 270° to Frontside Nosebluntslide de Nijah Huston foi um capítulo à parte de uma final em que o garoto provou com os pés na lixa que era o skatista para faturar a primeira etapa do circuito.
Nijah fez muitas cabreiras de primeira tentativa. O garoto acertou manobras que eram a marca registrada dos outros skatistas, com o Bigspin Lipslide do Chris Cole e o Nollie Heel e algumas manobras do Shane O’Neil.
A arena de Seattle transformada em uma grande skateplaza
A arena de Seattle transformada em uma grande skateplaza | Crédito da imagem: Joey Shigueo/Street League
- Olhando para o passado
Mas além das manobras, o formato do circuito mescla formatos de competições dos últimos 10 anos de skate competitivo.
Se lembrarmos das conhecidas voltas de 1 minutos, da Jam session e da Jam ordenada, é possível ver que a Street League leva um pouquinho de cada formato de competição.
Quando falamos de liberdade, um tema que muito tem a ver com o skate, a Street League peca. Os skatistas tem hora para jogar suas manobras e sabem que, se errar, o erro terá um preço.
Torcida para Nijah Huston
  • Foto: Joey Shigueo/Street League



  • A Jam session sempre será o melhor formato de competição para o fã do skate. Sentado na arquibancada onde os olhos apontarem sairá uma manobra nova, mas para a televisão, ainda mais no ao vivo, isso vira uma pesadelo para os produtores de televisão. O grande público também não consegue compreender o “todo mundo andando ao mesmo tempo”.
    Com o objetivo de levar o skate de rua para outros públicos a “Liga” teve como âncora nos Estados Unidos a voz e a cara dos X Games com Sal Masekela.
    Para mim que sou um apaixonado pelo skate, ver as câmeras ao vivo seguindo os skatistas em alta definição foi uma emoção muito grande. Ao mesmo tempo fiquei triste de não ter nada parecido com isso em nosso país.
    Outra tristeza é saber que existem tantos brasileiros com condições de fazer bonito na “Liga dos Streeteiros”. E que para entrar ou sair um skatista da “Liga” será um processo muito lento, pois a Liga é circulo fechado.
    Mas isso não quer dizer que os nomes que estão por lá não mereçam a vaga. Onde que em tão pouco tempo e com a margem de erro tão curta, skatistas conseguem fazer manobras de tão alto nível.
    A Street League veio para ficar. A liga é a evolução do skate competitivo. Isso não significa que o resto do mundo não irá atrás desta evolução.
    Skatistas em coletiva de imgrensa, incomum no mundo do skate
    Skatistas em coletiva de imprensa, incomum no mundo do skate | Crédito da imagem: Joey Shigueo/Street League
      As garotas da Monster animando a torcida
    • Foto: Joey Shigueo/Street League
    Best Trick valendo 10 mil dólares
    Após a transmissão da TV e da entrega do título da primeira etapa para Nijah Huston os skatistas voltaram para a skateplaza para um Best Trick.
    A competição foi patrocinada pela Wonka, uma marca de chocolates. (Lembra do filme “A fantástica fábrica de chocolate”?)
    Esta hora, sem a pressão da televisão ao vivo, com transmissão no ESPN.com.br, os skatistas jogaram mais algumas manobras cabreiras. Chris Cole acertou um 360° Flip 50-50 na borda descendo e venceu o Best Trick.
    10 mil dólares para uma Best Trick! Tudo é exagerado na “Liga”...
    Para fechar, Rob Dyrdek teve seu momento astro de reality show, convocando toda a torcida para encerrar a transmissão. Veja abaixo qual foi a manobra de Dyrdek:

    O pai da Liga, Rod Dyrdek dando uma
    O pai da Liga, Rod Dyrdek dando um "Fifão" para encerrar a festa da primeira etapa da Street League of Skateboarding | Crédito da imagem: Joey Shigueo/Street League

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